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Carta aberta: Você se acha no direito de exigir, Valdívia?

Carta a ValdíviaOlá, meu caro Valdívia, tudo bem?

Estive no Allianz Parque no último sábado, quando vencemos o Mogi Mirim, pela 14ª rodada do Campeonato Paulista, e vi que você voltou a jogar depois de ficar quatro meses lesionado. Vi também que você continua com a mesma técnica apurada, com o mesmo jeito de provocar os adversários e que quase fez um golaço, já nos minutos finais, ao tentar encobrir o goleiro rival.

Imagino que tenha sido sensacional ouvir 90% dos 29.536 torcedores presentes no estádio pedirem a sua entrada e comemorarem como um gol o instante em que o Oswaldo de Oliveira te chamou no banco de reservas para ir a campo. Acredito que toda aquela atmosfera positiva e aquele carinho vindo das arquibancadas tenham te motivado a brigar insistentemente por cada bola disputada e a dar tantos carrinhos na marcação.

Juro, nunca te vi jogar tanto com a bunda no chão como no sábado. Sinceramente, era tanta disposição que nem parecia você, rapaz!

A única coisa que não entendi, Valdívia, foi o por que de sair do estádio colocando a diretoria contra a parede em relação a sua renovação de contrato. Tudo bem que o presidente Paulo Nobre está longe de merecer grandes elogios, mas cá entre nós: Por tudo que você apresentou desde que voltou do Al Ain, em 2010, você se acha no direito de cobrar alguém ou exigir algo dentro do Palmeiras? Tenho a ligeira impressão que não. E, de verdade, rapaz, achava que você também tinha essa impressão.

Afinal, qual clube do mundo suportaria tamanha vagabundice demonstrada ao longo de tantos anos? Nenhum, cazzo!!!! Nem associações de futebol de várzea te dariam tamanha moral quanto o Palmeiras te deu e ainda dá.

Tá certo que na maioria das oportunidades você foi obrigado a atuar ao lado de jogadores de baixíssimo nível e que, por isso, seria justo, agora que as coisas parecem estar melhorando no clube, que te fosse dada a oportunidade de permanecer. Mas sem exigências e acatando a realidade financeira da Instituição.

Sei que você não curte falar de custo-benefício, pois acha isso injusto, mas a verdade é que o seu custo-benefício é trágico. Você ganha muito, joga esporadicamente e ainda tumultua o ambiente com atitudes similares a de sábado.

E apesar de não precisar ser um gênio para perceber o quanto de prejuízo você significa, foi necessário a chegada de um renomado diretor de futebol no clube para fechar a torneira que inunda mensalmente a sua obesa conta bancária.

Sinceramente, se colocarmos as cartas na mesa, qual foi grande retorno que você deu ao Palmeiras para querer fazer exigências? Um Campeonato Paulista, em 2008, e uma Copa do Brasil, em 2012, que por pouco não nos fez perder ao ser expulso no primeiro tempo da primeira partida da final? Me desculpe, Valdívia, mas outros já fizeram mais pelo Palmeiras por bem menos e sem criar tantos problemas.

Um conselho, meu caro: não entre em conflito com o Alexandre Mattos. Hoje ele representa e produz muito mais para o clube do que você. E mais: esteja certo de que a torcida vai blindar ele e não mais você, como fez durante tantos anos numa tentativa burra e impossível de transformá-lo em ídolo.

“Ah, mas se não fosse ele no ano passado, estaríamos mais uma vez na Série B, dirão os seus fãs, sem lembrar do seu período de férias na Disney com o campeonato em andamento e bem ciente de que a venda para o clube árabe tinha melado.

Ainda assim, não sou cego, Valdívia. Tenho plena consciência de que você, quando quer, é um jogador brilhante. Ouso até dizer que se tivesse vontade e comprometimento nem estaria mais no Palmeiras. Seria titular de um grande clube europeu, exatamente como é hoje o seu compatriota Alexis Sanchez, titular do Arsenal e um dos artilheiros da Premier League, com 14 gols.

Entretanto, a sua grave dificuldade em ser um funcionário honesto fez o futebol criar um abismo enorme entre você e o atacante dos Gunners.

Por fim, se você tem de fato amor pelo Palmeiras, como disse em diversas ocasiões, aceite o tal contrato de produtividade e se esforce dentro de campo para continuar recebendo o alto salário que tem atualmente.

Do contrário, venho por meio desta carta aberta agradecer os serviços prestados e lhe desejar boa sorte na Arábia, na China, no Chile ou em algum outro clube brasileiro que resolva apostar em você.

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