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Eduardo Baptista: Estudioso e promissor. Porém, sem fôlego

Confirmado como substituto de Cuca, o técnico Eduardo Baptista chega ao Palmeiras sob considerável desconfiança da torcida. Responsável por bons trabalhos em equipes de médio porte do futebol brasileiro – Sport (2014 e 2015) e Ponte Preta (2016) – o treinador assume o Verdão ciente de que precisará provar diariamente a sua qualidade e, consequentemente, de que está pronto para um desafio tão grande.

Tão desconfiado quanto a maioria dos palestrinos, o Olê Palmeiras conversou com três jornalistas que acompanharam os trabalhos de Eduardo Baptista nos clubes por onde ele passou. Baseado nessas conversas é possível afirmar que o treinador é um grande estudioso do futebol e muito promissor. eduardoNo entanto, por outro lado, tem imenso bloqueio para destravar as suas equipes em determinados momentos da temporada e fixação por um único esquema tático: o 4-1-2-3 também conhecido como 4-3-3.

Presente no dia a dia da Ponte Preta durante a passagem de Baptista, o repórter Pedro Orioli da rádio Central de Campinas explica que o estilo de jogo do treinador é semelhante ao utilizado por Cuca ao longo da temporada 2016. “Ele (Baptista) é um treinador adepto do futebol técnico e prioriza a posse de bola. Na Ponte Preta sempre atuou no 4-3-3. Chegou a trabalhar outras possibilidades nos treinamentos, mas nunca as colocou em prática nos jogos. Era sempre dois atacantes pelas beiradas do campo e um homem mais centralizado no ataque. No meio-campo, três volantes que ele dizia não ser volantes, pois todos faziam tanto as funções ofensivas quanto defensivas”.

Repórter do Diário de Pernambuco, Fred Figueroa engrossa a opinião de Orioli. Para ele, Baptista peca ao ser muito pouco flexível taticamente e teimoso nos momentos de adversidades. “Em 2015, o Sport teve um início de Campeonato Brasileiro interessante. Porém, num certo momento o time travou. Ao meu ver isso ocorreu pelo fato do Eduardo Baptista não tentar alternativas radicais. Neste último Brasileiro, a Ponte Preta também parou no meio do caminho. Pelo início de competição que teve ele poderia ter levado a equipe até a Libertadores. Faltou fôlego. Parece que a forma de trabalho dele chega num determinado ponto e dá um nó. E, diante do que nos mostrou até aqui, ainda não descobriu um jeito de desatar esse nó”.

Apesar das ressalvas táticas, Orioli e Figueroa salientam que Baptista deve sim ser considerado um grande treinador e lembram que ele nunca teve a oportunidade trabalhar com um elenco tão qualificado como o do Palmeiras. Questionados sobre quais as principais virtudes do técnico, os dois jornalistas sublinharam a grande capacidade do treinador em administrar o elenco e de organizar os seus sistemas defensivos. De acordo com Figueroa, Baptista domina o que há de mais moderno em estratégia defensiva. “Não vejo o Palmeiras engolindo os seus adversários. Mas consigo ver uma equipe sólida e em condições de encarar os principais rivais na Libertadores”, disse o jornalista pernambucano.

Já na visão de Orioli, o novo comandante alviverde era a melhor opção do mercado. “Entre depositar as fichas em técnicos como Abel Braga e Levir Culpi, vale mais apostar no Eduardo Baptista. Na minha opinião, o Palmeiras acertou ao contratá-lo”.

O ponto fora da curva

O bom retrospecto no comando técnico do Sport em 2015, conduziu Eduardo Baptista ao voo mais alto de sua carreira até então: o Fluminense. Contratado em setembro daquela temporada, o técnico recebeu a missão de livrar o Tricolor das Laranjeiras do rebaixamento e conduzir o time a uma boa campanha na Copa do Brasil. Os dois objetivos foram alcançados. A equipe terminou o Brasileirão na 13ª colocação com 47 pontos e avançou às semifinais da Copa do Brasil, quando perdeu, nos pênaltis, para o Palmeiras.

O bom desempenho encheu a direção do Fluminense de expectativas para a temporada seguinte. Entretanto, tais expectativas não foram correspondidas, segundo o repórter Marcos Coelho da Rádio Transamérica do Rio de Janeiro, por conta do ano eleitoral que o clube vivia. “O vice de futebol contratou jogadores a contragosto do restante da diretoria e o elenco rachou. O começo foi difícil, com muitos problemas envolvendo medalhões como Fred, Diego Souza e Cícero. Por fim, depois de alguns resultados ruins no Campeonato Carioca, ele foi demitido junto com todo o Departamento de Futebol”.

Mesmo diante de tal frustração, Coelho entende que Baptista tem uma noção acima da média entre os treinadores do futebol brasileiro. “A impressão que me deixou aqui no Rio de Janeiro é de que realmente tem dificuldades para trabalhar com os medalhões. Ainda assim, se pegar um projeto no início, ao contrário do que aconteceu no Fluminense, tem boas chances de fazer um bom trabalho”, concluiu o repórter carioca.

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