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Por acomodação, elenco blinda Eduardo Baptista

Ao fim do último Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca, sob a justificativa de questões familiares a resolver, deixou o Palmeiras e muito se falou de um relacionamento ruim com o elenco. O motivo para o suposto ambiente pesado seria o excesso e as ríspidas cobranças do comandante a alguns atletas.

Verdade ou mentira, não lembro de nenhum jogador do Palmeiras vir a público desmentir essa conversa ou defender Cuca, como fizeram – e fazem – toda vez que Eduardo Baptista recebe críticas da torcida e da imprensa.

Tal postura já havia sido adotada por Dudu, ainda em fevereiro, e foi repetida por Felipe Melo, no último sábado. Na primeira ocasião, torcedores irritados com o péssimo futebol do time, durante a vitória por 2 a 0 sobre o São Bernardo,  pediram o retorno do ex-treinador. Capitão da equipe e ídolo da torcida, o camisa 7 correu aos microfones para falar em paciência com Baptista. “Elé um cara bacana, gente boa, que gosta do que faz”, disse na época.

Dois meses mais tarde, mais precisamente no último sábado, foi a vez do volante atuar como advogado de Baptista. “Ele mudou o esquema do Palmeiras hoje e dominamos o jogo. Foi ousado. Como vamos criticar um cara com 80% de aproveitamento”.

PalmeirasOs elogios ao treinador não são da boca pra fora. Eles são devidamente calculados e elaborados antes mesmo da bola rolar. Experiente e um dos líderes do elenco, Felipe Melo, sabedor de que o técnico receberia uma enxurrada de críticas pela desclassificação frente a Ponte Preta, fez questão de mostrar rapidamente que o grupo está fechado e feliz com Baptista.

E essa rapidez para blindar o treinador tem um porquê. Diferente de Cuca, Baptista não é o tipo de pessoa que faz excessivas cobranças, tampouco é ríspido para chamar a atenção de jogador.

Inexperiente na função, o treinador acredita que fazer o papel de ‘amigo do elenco’ vai mantê-lo no emprego e levá-lo às conquistas. E esse posicionamento é compreensível. Afinal, baseado em quais trabalhos Baptista vai cobrar o grupo campeão brasileiro e considerado por muitos o melhor da América?

CONTRAPARTIDA AO COMODISMO

Os jogadores, por sua vez, estão devidamente acomodados com a personalidade do atual técnico. Nada dispostos a conviver com um profissional linha dura como Cuca mais uma vez, eles prometem, em contrapartida ao comodismo, entrega e aplicação tática às orientações de Baptista nos jogos da Copa Libertadores.

E é aí que está o problema. Baptista já mostrou que não tem repertório suficiente para levar o Palmeiras à conquista da América. Se a garra e o talento individual dos jogadores não sobressaírem, o caro projeto de 2017 irá naufragar.

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