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Assim como o macaco, a Mancha não olha pro rabo

Existe um ditado popular que diz: O macaco não olha pro rabo. E na última segunda-feira vimos que o macaco não está sozinho. A Mancha Alviverde faz exatamente a mesma coisa. Macaco

Inconformada com a temporada do Palmeiras, os representantes da principal torcida organizada do Clube divulgaram uma nota exigindo, dentre outras coisas, a demissão do diretor de futebol Alexandre Mattos, por, segundo a Mancha, ter rasgado R$ 112,2 milhões com negociações equivocadas que só levaram o time a fracassos.

Intrigado, me dei ao trabalho de pesquisar o desempenho do Grêmio Recreativo Escola de Samba (G.R.E.S) Mancha Verde nos últimos três anos. Período idêntico ao que Mattos trabalha no Palmeiras. Afinal de contas, se os membros dessa instituição estão cobrando um profissional eleito por três vezes como o melhor do Brasil, é porque eles são os responsáveis por um case de sucesso no Carnaval paulistano, imaginava eu.

Enquanto Mattos, em 2015, construía o elenco campeão da Copa do Brasil, a Mancha Verde, recém promovida ao grupo especial, era rebaixada, novamente, ao grupo de acesso. Em 2016, o trabalho de Mattos fez com que o Palmeiras saísse de uma fila de 22 anos no Campeonato Brasileiro. Mas título a agremiação carnavalesca também levantou naquele ano. Porém, da segunda divisão.

O MAIOR CARNAVAL DA HI$TÓRIA

Em 2017, com R$1,3 milhão doados pelos donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamachia, a Mancha Verde prometia realizar o maior Carnaval de sua história. Leigo no assunto, entrei em contato com presidentes de duas escolas de samba do grupo especial de São Paulo – e que não vou revelar os nomes – para entender o tamanho econômico desse desfile.

Ambos foram categóricos em afirmar que com esse aporte financeiro, a agremiação colocou no Sambódromo do Anhembi um desfile avaliado em, pelo menos, R$4 milhões. Ciente do valor investido, a gente volta na promessa de maior Carnaval da história e imagina que o objetivo era conquistar, pela primeira vez, o título do grupo especial. Ou, na pior das hipóteses, retornar à noite das campeãs.

No entanto, a Mancha Verde não conseguiu nem uma coisa, nem outra. Muito pelo contrário. Terminou o Carnaval na 10ª colocação, com 268,7 pontos.

Dos nove quesitos avaliados, a agremiação só obteve nota máxima em três. Além disso, não passou nem perto da Acadêmicos do Tatuapé, escola campeão, atrás da arquirrival Gaviões da Fiel, e a apenas seis décimos do segundo rebaixamento em três anos. Ou seja, um profundo fracasso.

FORA MAGOO?

Assim como ocorre no futebol, no Carnaval os maus resultados também têm seus culpados. “E diante de um desfile muito frustrante, a responsabilidade recai sobre o carnavalesco ou diretor de carnaval da escola”, conta um dos presidentes entrevistados pelo blog.

Então, seguindo a linha de raciocínio da organizada no comunicado contra Mattos, imaginamos que uma demissão em massa tenha rolado na quadra da escola, certo? Afinal, o carnavalesco Pedro Alexandre Magoo teve um caminhão de dinheiro nas mãos e foi incapaz de levar a escola ao triunfo.

Ledo engano! Favorável a sequência do trabalho dentro do seu elenco, Paulo Serdan, presidente da agremiação, renovou com Magoo convencido de que o carnavalesco tem totais condições de fazer um bom trabalho, em 2018.

Com esse exemplo dentro da própria quadra, a Mancha, antes de pedir a cabeça de Mattos, poderia muito bem olhar, primeiro, para o próprio rabo. Pois, assim como o carnaval, futebol não é matemática, onde vence aquele que mais e melhor investe. É necessário uma soma de fatores, como: união, entrosamento, empenho, dedicação… e sorte.

Em suma, essa superficial análise administrativa evidencia que, enquanto Mattos transforma dinheiro em trofeus nacionais, a organizada ainda bate cabeça para se estabelecer entre as referências do seu mundo. Erros acontecem e a agremiação carnavalesca sabe bem. Portanto, o melhor que tem a fazer é deixar o diretor de futebol trabalhar em paz.

OBS: A minha intenção com esse texto é de apenas mostrar que os gestores da Mancha Verde apresentam críticas a um dos principais responsáveis pelos recentes títulos do Palmeiras, enquanto são incapazes de realizar com sucesso aquilo que se comprometem. Penso que dentro do Allianz Parque, a Mancha Verde, enquanto torcida, é importantíssima para o sucesso do time. Fora, tem que ser idêntica a qualquer outro grupo de palmeirense, que se irrita, mas não atrapalha. 

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