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Ex-companheiros revelam curiosidades e ‘causos’ da carreira de Zé Roberto

Na noite desta segunda-feira, frente ao Botafogo, pela penúltima rodada do Brasileirão,  Zé Roberto, de 43 anos, fará a sua última partida no Allianz Parque. Ao fim desta temporada, no próximo domingo (3), o lateral-esquerdo e meio-campista irá pendurar as suas talentosas chuteiras, que desfilaram nos maiores palcos do futebol mundial.

Mas antes de tornar-se uma estrela de Bayern Leverkusen, Bayern München, Real Zé RobertoMadrid, Seleção Brasileira, Palmeiras e outros, Zé esteve perto de ser apenas mais um jovem com o sonho de ser jogador de futebol. Em meados da década de 90, ele atuava como volante no juvenil da Portuguesa de Desportos e foi o escolhido pela diretoria da Lusa para deixar o Clube. A dispensa só não aconteceu, porque no seu caminho estava o treinador José Maria de Oliveira, o Zé Maria.

“O Zé Roberto tinha uns 16 ou 17 anos e era apenas a terceira ou quarta opção do meio-campo. Como não era muito usado, a diretoria me mandou dispensá-lo. Disse que não faria isso. Então os diretores falaram: ‘Se você escalar ele, quem sai é você'”, revela, o ex-treinador, em entrevista ao Olê Palmeiras.

“Mas aquilo não me abalou. Mantive o neguinho e coloquei o meu cargo à disposição, caso o mandassem embora. Em seguida, o mudei para a ala esquerda e o Zé começou a crescer. E cresceu a ponto de chegar a onde chegou”, acrescenta, Zé Maria que já o conhecia da várzea de São Miguel Paulista.

Orgulhoso por ter colaborado com a brilhante de Zé Roberto, o ex-técnico revela que até hoje o pupilo faz questão de lembrar do apoio que recebeu do então treinador. “Ele é um cara sensacional, que fez jus a tudo isso que conquistou. E, na minha opinião, mesmo com 43 anos ele ainda é melhor do que muito jogador na flor da idade”, completa.

Mantido no Clube, Zé passou por todas as categorias de base da Portuguesa e precisou de apenas um coletivo entre os profissionais para se firmar entre os titulares da equipe que disputava o Campeonato Paulista de 1994. O ex-volante Oleúde José Ribeiro, mais conhecido como Capitão, também conversou com blog e relembra desse dia.

“Sempre fui de chegar cedo aos treinamentos e por isso acabava acompanhando o treino dos juniores, que eram no fim da manhã. Num determinado dia, o Zé estava indo embora com uma mochilinha nas mãos, depois do treino da categoria dele, e o Cilinho, técnico dos profissionais, o chamou para conversar. Perguntou como ele estava e tal, e pediu pro Zé participar de um coletivo com os profissionais. Era uma sexta-feira e nós jogaríamos contra o Bragantino, no domingo”, detalha, Capitão.

“Ele começou o treinamento como ponta-esquerda no time reserva e acabou como lateral-esquerdo do time titular. A ideia do Cilinho foi de usá-lo para contra-atacar o adversário. E ali começou a história do Zé Roberto, da qual me sinto honrado de ter participado”, acrescenta. Capitão

Respeitado dentro do elenco, Capitão recebeu a missão de concentrar-se com Zé Roberto nos primeiros meses de profissionais. Segundo ele, naquela época já era possível perceber que estava diante um grande jogador. ” Ele sempre foi diferente. Desde a época da Portuguesa. O trato de bola dele era especial. Além disso, sempre foi bem regrado. Nunca foi de beber, de fumar e gostava dormir cedo. Esses detalhes fazem um jogador se sobressair em relação aos seus companheiros. Por conta desses cuidados já dava para imaginar que ele teria uma carreira longa e de sucesso”.

O ROTWAILLER

Assim como todo jovem que começa a compor o elenco profissional, Zé Roberto também foi alvo das brincadeiras dos mais experientes do grupo. Ao lado de Roque e Tico, recém-saídos dos juniores, ele sofria com as piadas. Principalmente por conta do seu peso. ‘Cansado’ das chacotas, Zé Roberto resolveu dar um jeito nisso.

“Ele era muito magrelo e o pessoal perturbava. Aí, ele comprou um cachorro da raça Rottweiler e começou a levar pro Canindé. O cachorro ficava amarrado no alambrado. Quando tiravam sarro, ele dizia que o cachorro era adestrado e que ia mandar morder quem o perturbasse. Esse era o único jeito do Zé intimidar alguém”, conta aos risos, Capitão.

Ex-companheiro de Zé Roberto na Portuguesa, em 96, quando foram vice-campeões brasileiros, e hoje treinador, Alexandre Gallo também não se surpreende com o sucesso e a longevidade da carreira do amigo. De acordo com ele, naquela época Zé já demonstrava uma maturidade descomunal.

“Ele já se cuidava e trabalhava muito. No time de 96, ele era um ponto de desequilíbrio que a gente tinha, em virtude da capacidade física e técnica. Ao longo da carreira, principalmente no período em que atuou na Alemanha, ele, com todo o senso de profissionalismo que sempre teve, absorveu bem o que aplicavam por lá e por isso essa longevidade toda na carreira”, diz o técnico.

Gallo2Um dos líderes daquela Portuguesa, Gallo estava entre os atletas que gostavam de brincar com os mais novos. E um dos episódios envolvendo Zé Roberto que fazem o hoje treinador cair na risada é de quando ele instalou um som caríssimo no seu carro.

“Ele tinha um Gol vermelho e adorava escutar rap. Um dia chegou no treino de carro todo feliz, porque tinha comprado um som (automotivo) super moderno. Passou um tempo, ele apareceu no treino todo chateado, porque tinham aberto o Golzinho dele e só levado o som. A galera pegou muito no pé dele dizendo que o ladrão levou o aparelho, porque era mais caro do que o carro”.

COM QUEM É O JOGO?

Ex-preparador de goleiros da Portuguesa, Carlos Puppo, o Carioca, viu Zé Roberto chegar no Clube ainda muito menino. De acordo com ele, apesar de todo o talento, o jeito pacato fazia ele esconder alguns problemas físicos por conta da má alimentação em casa.

“A família dele era muito pobre e ele não se alimentava bem. O reflexo disso estourava no campo, pois ele não treinava direito. Fiquei preocupado e fui pedir para os diretores da Portuguesa para hospedá-lo no hotel. Lá, ele poderia comer e dormir bem. Eles aceitaram e ele começou a se desenvolver. Desenvolveu tanto que virou um fora de série.

Ainda segundo Carioca, a personalidade calma de Zé Roberto é tão grande, que já fez o jogador esquecer de um dia de clássico.

“Teve um jogo no Canindé contra o SCCP e tinha gente pra cacete. Chegando no estádio tava tudo lotado e ele sussurrou comigo: ‘Pô, Prego – ele me chamava de Prego -, tá complicado hoje. Tá lotado’. Respondi: ‘Sim. Dia de clássico é assim mesmo’. Foi então que ele virou e perguntou: ‘Clássico? Com quem a gente vai jogar mesmo?’. Eu não acreditei naquilo. Mas esse é o Zé Roberto. Sossegado a ponto de esquecer com quem era o jogo”, finaliza, Carioca.

AGRADECIMENTO

Além dos ex-companheiros, Bruno Maciel, responsável por esse blog, venho por meio desta página agradecer os serviços prestados ao Palmeiras e desejar-te saúde e felicidade ao longo da vida.

Assim como todos os torcedores do Clube, jamais vou esquecer das suas palavras perante todo o elenco, minutos antes da estreia frente ao Audax, no início da temporada 2015, onde pedia aos demais jogadores do grupo para lembrar da grandiosidade do Palmeiras.

ZeRobTambém serão inesquecíveis as suas precisas cobranças de pênaltis ao longo de toda a Copa do Brasil, daquele mesmo ano, que terminou com você erguendo, espetacularmente, o troféu daquela competição.

Mais: é impossível não recordar, sem sorrir, do lance no empate contra o Cruzeiro, em Araraquara, quando, como um ninja, você impediu Robinho de marcar o gol que nos Camp_Palmeirastiraria um importante ponto no Campeonato Brasileiro de 2016. Ou então, do golaço por  cobertura na vitória sobre o Santa Cruz, em Recife, no mesmo campeonato, que você  também nos ajudou a conquistar.

Em nome do torcedor palmeirense, tomo a liberdade de dizer que foi um prazer vê-lo defender o nosso Clube nesses últimos três anos de carreira.

E assim como todos apaixonados por futebol tenho que dizer: Obrigado, Zé!

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