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Campeão em 99, Alex passa a receita para o Bi na Copa Libertadores

Um dos maiores camisas 10 da história do Palmeiras e destaque do time na conquista da Copa Libertadores de 1999, Alex não vê nenhuma semelhanças entre a equipe da época com a atual. Porém, afirma que Roger Machado e seus comandados têm totais chances de levar o Clube ao bicampeonato da América. Alex 6

Em entrevista exclusiva ao Olê Palmeiras, o ex-jogador fala do quanto é importante encarar um rival como o Boca Juniors já na fase de grupos, sobre a importância da torcida na busca pelo título e daquilo que mais lhe preocupa dentro da competição continental: os bastidores.

De acordo com o craque, se não fosse tais influências extra-campo, hoje o Palmeiras seria tricampeão da América.

“E digo isso porque fomos prejudicados no segundo jogo da final de 2000, no Morumbi, quando o árbitro deixou de dar um pênalti em cima do Asprilla. E que, se convertido, poderia ter nos dado o título daquele ano. E, principalmente, por conta do que ocorreu na semifinal de 2001, na Bombonera (redação: durante a partida, que terminou empatada em 2 a 2, o árbitro paraguaio Ubaldo Aquino assinalou um pênalti inexistente para os argentinos e ignorou uma penalidade clara a favor do Palmeiras). Tempos depois soubemos de algumas coisas de bastidores, mas não adiantava mais nada reclamar, porque as coisas não mudariam”, revela ele.

Se o Palmeiras mantiver-se atento ao que ocorre nos bastidores da Conmebol, Alex vê as chances de título aumentarem. Principalmente pelas frustrantes eliminações nas duas últimas edições do torneio, que, segundo ele, servirão de aprendizado para um melhor desempenho neste ano.

“Esses episódios são experiências para o Clube todo, e isso sempre influencia. Na minha época, usamos a Copa Mercosul de 1998, jogando contra o Boca Juniors, Olímpia e Cruzeiro, como vestibular para a Libertadores do ano seguinte. E foi importante para entendermos como era a arbitragem na América do Sul, o posicionamento e a marcação dos times estrangeiros. Foi ali, por exemplo, que aprendemos que aquilo que os árbitros consideravam falta no Brasil, não era falta nos outros países”.

Cascudo pelas eliminações precoces em 2016 e 2017, o Palmeiras, na visão de Alex, precisa seguir aqueles que, para ele, são os únicos segredos rumo ao título da competição: ignorar a catimba e jogar futebol.

“Assim como o Cruzeiro e o Grêmio, vejo o Palmeiras forte na briga pelo título. A partir daí, é jogar bola. Não existe catimba que supere o bom futebol. Em 1999, nós não tínhamos medo de ninguém. Jogávamos de igual pra igual com qualquer adversário. Para conquistar o título, que era o que queríamos, nós sabíamos que precisávamos enfrentar as dificuldades. E foi isso que fizemos”.

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Por conta das dificuldades que inevitavelmente aparecerão ao longo do torneio, Alex vê o duelo com o Boca Juniors, já na fase de grupos, de maneira bastante positiva.

“Acho muito bom ter um jogo grande desses logo de cara. O Boca sempre é um dos favoritos da competição, então isso é importante pra entrar rápido no clima da Libertadores. Além disso, atuar na Bombonera é tudo que um jogador de futebol quer. É uma atmosfera sensacional, tem toda uma mística e é um estádio lindíssimo. Das vezes em que joguei lá, vi um apoio da torcida deles sem ofensas, sem agressividade que só me motivou a jogar bola”.

FORÇA E OBSESSÃO DA TORCIDA

Para Alex, além da experiência de jogadores como César Sampaio, Arce, Evair, Zinho, Paulo Nunes e outros, a força da torcida do Palmeiras nos jogos dentro do antigo Palestra Itália foi determinando para que o elenco levantasse o caneco. O ex-atleta revela que por mais de uma vez, fora de casa, os jogadores comemoraram derrotas magras.
Alex comemora o título da Libertadores
“Nós sabíamos da nossa capacidade diante da torcida do Palmeiras nos jogos em casa. Até por isso, lembro de comemorarmos bastante, no vestiário do Monumental de Nuñez, a derrota por apenas 1 a 0 para o River Plate. Na Colômbia, contra o Deportivo Cali, a mesma coisa. A gente tinha consciência que a pressão seria grande e tínhamos totais condições de inverter os placares. E conseguimos”, detalha o camisa 10 da época.

Questionado se a obsessão que a torcida do Palmeiras tem pela conquista da Libertadores faz aumentar a pressão sobre os jogadores, Alex garante que não. “O atleta que quer jogar no Palmeiras tem que aguentar isso. Pela grandeza que tem, o Clube quer ganhar todos os títulos que disputa. E quer muito mais a Libertadores, que é o maior deles. Então, na minha opinião, não atrapalha, não”.

INEXPERIÊNCIA DE ROGER

Além de contar com jogadores experientes no elenco, o Palmeiras de 1999 tinha no banco de reservas o técnico Luiz Felipe Scolari, com vasta vivência e um título continental. Bem diferente do que ocorre em 2018. Contratado no final do ano passado, Roger Machado ainda não tem bons trabalhos dentro da principal competição sulamericana. No entanto, Alex não enxerga isso como problema. Principalmente pelo fato do treinador ter disputado várias edições do torneio como jogador.

“O Roger jogou e ganhou a Libertadores como atleta. Tenho certeza de que ele vai estudar bem os adversários, como faz com os rivais do Brasil, e isso é o importante. As  artimanhas da competição ele conhece muito bem”, conclui o ex-camisa 10 palmeirense.

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