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Palmeiras na Gringa #1: Dublin, a capital mais alviverde na Europa

Viajar enriquece a alma, abre a mente e faz bem ao coração. Mas bom mesmo pro coração é quando o destino escolhido tem uma comunidade ou um consulado palmeirense. E hoje em dia já é possível passear pela Europa e pela Oceania sem perder um jogo do Palmeiras. Melhor: dá para viver acompanhado de centenas de palestrinos que residem em Dublin, na Irlanda, Lisboa, em Portugal, Barcelona, na Espanha, e em Sidney, na Austrália

Esses quatro cantos do mundo podem estar a quilômetros e quilômetros de distância do Allianz Parque. Porém, quem frequenta esses lugares garante que a atmosfera é a mesma. Por isso, o Olê Palmeiras inicia na Irlanda uma série de matérias sobre as comunidades palmeirenses fora do Brasil, que são verdadeiros paraísos para os torcedores que estão passeando ou morando na gringa.

Responsáveis por fundar o Palmeiras Dublin, na Irlanda, Diego Bianchi, de 27 anos, e Renato Sales, de 42, contam que cerca de 40 palmeirenses costumam se reunir por jogo no Buskers on The Ball, um PUB situado na 13-17 Fleet Street,  Temple Bar, em Dublin 2. Esse número chega a triplicar quando tratam-se de clássicos.

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O primeiro encontro do Palmeiras Dublin, em 2014, para celebrar o Centenário do Clube

“Assistimos a todos os jogos do Palmeiras por meio de canais internacionais, e pelo premiere via internet. Nos finais de semana é um pouco mais tranquilo. Jogos no meio de semana, dependendo do horário, também dá para assistir. Quando os jogos são depois da meia-noite (2 horas de diferença no horário de verão no Brasil, e 4 horas de diferença quando acaba o horário de verão), temos um combinado com o PUB que para o jogo ser transmitido temos que ter pelo menos 20 pessoas, pois o dono, que é americano, fecha, e reabre, somente para nós, palmeirenses”, explica Diego.

A Família Palmeiras está tão enraizada neste bar que existe um espaço com a camisa do time campeão brasileiro em 2016 autografada pelo elenco enquadrada na parede e totalmente reservado para os palmeirenses.

Segundo Renato, o Palmeiras Dublin foi fundado, a princípio, apenas com o objetivo de celebrar o centenário do Clube, em 2014. Na ocasião, dois dias antes do aniversário alviverde, ele e Diego postaram mensagens em uma rede social à procura de mais torcedores na Cidade, e combinaram de se reunir no PUB The Living Room, localizado na Cathal Brugha St, Rotunda, Dublin 1. O bar fica muito perto do Spire, principal ponto turístico da capital irlandesa.

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A camisa da área exclusiva

“Para a nossa surpresa apareceram mais de 50 palmeirenses somente para celebrar o centenário. O gerente geral do PUB ficou alucinado com a nossa festa e a partir desse dia passamos a nos encontrar para assistir a todos os jogos”, revela ele.

O The Living Room foi a sede dos palmeirenses na Irlanda por dois anos. Sem parar de crescer, o grupo recebeu uma proposta dos donos do Buskers on The Ball, que também são donos de hotéis, para realizar os frequentes encontros no seu estabelecimento. Maior e mais estruturada, a sede do Palmeiras Dublin mudou de endereço.

“Quase todos os funcionários desse bar são irlandeses. Mas hoje eles torcem pelo Palmeiras, se interessam pelo time, sabem das informações, têm camisas e bonés do nosso grupo”, acrescenta Renato.

Por tratar-se de um sport bar (bar só com programação esportiva nos televisores) o Buskers on The Ball costuma atrair irlandeses apaixonados por todo o tipo de modalidade esportiva. E é claro que quando os gringos se deparam com palmeirenses assistindo a um jogo fazem questão de se envolver. Seja para torcer junto, ou para brincar torcendo pelos adversários do Verdão.

“Apesar dos irlandeses serem bastante festeiros, eles não estão acostumados com nosso jeito de assistir aos jogos, pois temos liberdade de cantar músicas da torcida, hino, fazer a nossa festa. Um caso muito engraçado foi num jogo de 2015, em que o Palmeiras venceu o Flamengo, por 4 a 2. Estávamos em grande número e tinha um flamenguista assistindo o jogo conosco. O Palmeiras fez 1 a 0, mas o Flamengo virou para 2 a 1. Uma turma de irlandeses começou a torcer para o Flamengo como uma forma de ‘zuar’ a gente. Quando o Palmeiras virou o jogo, fomos todos para cima da mesa deles e começamos a vibrar. Foi muito legal e engraçado, pois com a nossa reação ao gol da virada, a cara de susto e espanto deles foi sensacional”, fala Diego.

O SPIRE É NOSSO

Em dezembro de 2015 e 2016, o Spire, principal ponto turístico de Dublin, foi tomado pelos palmeirenses da Cidade. Com as conquistas da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, os torcedores saíram em carreata e dominaram a rua mais tradicional da capital do País.

“A final da Copa do Brasil aconteceu de madrugada aqui e foi a única vez que o The Living Room teve lotação máxima por um único público. Estávamos em mais de 300 Palmeirenses. A festa foi madrugada a fora até as primeiras horas da manhã. Teve palmeirenses de outros países da Europa que vieram assistir e comemorar conosco. Já no Brasileiro de 2016 fizemos uma festa idêntica ao aniversário de 2 anos do Palmeiras Dublin, em agosto. Decoramos o Buskers On The Ball todo e contratamos um DJ para comandar a celebração, que também varou madrugada a fora com mais de 450 Palmeirenses”, recorda Renato.

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Após a vitória sobre a Chape, em 2016, mais 450 palmeirenses tomaram as ruas de Dublin

A popularidade do Palmeiras Dublin junto aos torcedores que saem do Brasil, seja a passeio ou para estudos e trabalho, é tão grande que volta e meia aparece um palmeirense no Buskers On The Ball dizendo que optou pelo intercâmbio na Irlanda por causa do Palmeiras Dublin. E tudo isso chamou a atenção do Clube, que convidou o Palmeiras Dublin a transformar-se em um Consulado da Instituição no País.

“Desde o ano passado somos Consulado do Palmeiras e é muito legal, pois é um reconhecimento do Clube pelo trabalho que fazemos aqui. Agora somos um braço do Palmeiras na Irlanda e União Europeia. Temos a mesma autonomia de antes, porém, temos que reportar as ações que fazemos para o Palmeiras. Trocamos ideias de ações com demais Consulados e o Departamento do Interior (diretoria que cuida de todos os Consulados fora da grande de São Paulo). Ou seja, hoje, por sermos Consulado, temos a chancela do Clube que amamos”, explica Diego.

Toda essa popularidade na capital irlandesa fez com que consulesa-geral da Irlanda no Brasil, Sharon Lennon, gravasse um vídeo para os integrantes do Palmeiras Dublin. “Os nossos sonhos vão sendo traçados e construídos degrau a degrau. O que há 3 anos começou com um simples encontro, passou a ser referência de Consulado do Palmeiras pelo mundo. E isso não tem preço”, conclui Renato.

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15 comentários em “Palmeiras na Gringa #1: Dublin, a capital mais alviverde na Europa Deixe um comentário

  1. Morei em Portugal 7 anos e meu maior sonho era conseguir assistir os jogos do verdão e encontrar uma galera assim… Pena que agora voltei pro Brasil… Saudações família palmeiras… Vocês sãos gigantes

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