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Sem medo do Palmeiras, Boca Juniors é favorito ao título, dizem argentinos

Dono de seis conquistas e de quatro vice campeonatos, o Clube Atlético Boca Juniors, um dos grandes bichos papões da Copa Libertadores, será adversário do Palmeiras na competição sulamericana de 2018. Os confrontos, válidos pelo Grupo 8 do torneio, acontecerão nos dias 11 e 25 de abril, no Allianz Parque e em La Bombonera, respectivamente.

Por conta disso, o Olê Palmeiras foi à Argentina atrás de informações sobre o rival e destrinchou os pontos fortes e fracos do time treinado por Guilhermo Barros Schelotto. Em entrevista ao blog, os jornalistas Sebastián Fest e Pablo Lisotto, do Diário La Nacion, e Hugo Asch, do Diário Perfil, ambos de Buenos Aires, não tiveram dúvidas em afirmar que o Boca Juniors é um dos favoritos à conquista do título, e que a equipe de Roger Machado não assusta os argentinos.

Contudo, eles garantem que o atual time não é tão forte quanto aqueles que travaram grandes duelos com o Palmeiras no início dos anos 2000.

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Apesar de recém-contratado junto ao Shanghai Shenhua, da China, Carlitos Tevez é a principal estrela dos xeneizes. No entanto, a forma como deixou o Clube, em 2016, para atuar no futebol chinês foi vista como uma traição por boa parte dos torcedores. E isso tem feito o atacante iniciar a sua nova passagem por La Bombonera sob ligeira desconfiança.

“Tevez é problema e é solução. Ele deixou o Clube sem dar qualquer satisfação para a torcida e agora volta sem deixar muito claro o que quer ser, em qual posição vai atuar obrigando, assim, o técnico a mudar o esquema de jogo. Hoje, Tevez é um fator de discórdia. Se voltar e jogar bem, deixando o seu melhor em campo, não haverá nenhum problema. Mas caso não faça isso, será um grande tormento. E não sozinho, pois poderá desestabilizar o time com a sua insatisfação por não jogar. Portanto, Tevez é um garoto muito perigoso”, explica Fest ao blog.

Setorista do Boca Juniors pelo Diário La Nacion, Pablo Lisotto acompanhou de perto o primeiro jogo de Tevez após o retorno ao time do coração. O compromisso ocorreu contra o Colón, no último dia 28, em casa, pela 13ª rodada do Campeonato Argentino.

Lisotto
Pablo Lisotto

“O retorno de Tevez não alterou a forma de atuar do time. Foi o mesmo Boca que liderou o campeonato em 2017. Carlitos ainda tem que se reajustar o futebol argentino, mas ele estava ativo e entusiasmado. O público gostou da sua atuação e o ovacionou”, conta Lisotto, deixando claro que ainda é muito cedo para fazer uma avaliação mais profunda sobre o ídolo.

CARACTERÍSTICAS XENEIZES

Sem disputar competições internacionais em 2017, Schelotto precisou se preocupar apenas com os campeonatos nacionais. Assim, tendo a maioria das semanas sem compromissos oficiais, o treinador conseguiu dar ao time um claro padrão de jogo e excelente entrosamento.

Hugo Asch, do Diário Perfil, conta que, curiosamente, a evolução tática ocorreu no momento em que Tevez deixou o Boca, há 7 meses. “O Boca já atuava no 4-3-3, mas Carlitos não queria fazer a função de camisa 9. A partir da sua saída, Schelotto consolidou o esquema no time. O ataque, composto por Pavón, Centurión e Benedetto, tornou-se o ponto mais forte da equipe. Porém, Centurión (ex-SPFC) foi vendido ao Genoa, da Itália (mas já foi emprestado ao Racing), e Benedetto, ótimo artilheiro, teve uma grave lesão, e só voltará a jogar em junho”, diz Asch.

Sem duas das principais peças, o Boca foi ao mercado e contratou o colombiano Cardona, junto ao Monterrey, do México, para o lugar de Centurión, e Abíla, ex-Cruzeiro, para a vaga de Benedetto. Lento, mas muito habilidoso, Cardona correspondeu as expectativas e assumiu a titularidade tornando-se um dos pilares do time. Já Ábila não manteve a excelente média de gols de Benedetto e virou um problema para Scholotto. Problema esse que pode ser solucionado com a chegada de Tevez, desde que o mesmo aceite jogar como centroavante.

Hugo Asch
Hugo Asch

Asch também enxerga o meio-campo xeneize com um ponto forte do atual Boca Juniors. O setor é composto pelo uruguaio Nandez, que defendeu o Peñarol no ano passado e foi um dos responsáveis pela emboscada contra Felipe Melo, em Montevidéu, o argentino Pablo Peréz e o colombiano Wilmar Barrios.

“Essa é uma formação nova, pois Schelotto percebeu que Fernando Gago não tem mais condições físicas para atuar no meio-campo. Barrios tem atuado preocupado só com a marcação, enquanto Nandez, novo titular, e Pérez se aproximam do ataque”, detalha o jornalista

E a tendência é de que o meio-campo fique ainda mais forte. Emanuel Reynoso, um meio-campista de 22 anos, que pode atuar tanto pelo lado esquerdo, quanto pelo lado direito do campo, foi contratado recentemente junto ao Talleres. Muito promissor, ele tem sido chamado de ‘Novo Riquelme’, devido ao seu estilo de jogo. Reynoso brigará com Nandez e Pérez por um lugar na equipe.

PESADELO AZUL Y ORO

Já a defesa do Boca Juniors é onde pode estar o segredo para o sucesso do Palmeiras nos dois confrontos. Segundo Asch, a dupla de zaga central, formada por Goltz e Magallán, é boa. Assim como a lateral-esquerda de Frank Fabra, que deve ser substituído por Emmanuel Más, comprado junto ao Trabzonspor, da Turquia.

Agora, na lateral-direita, justamente por onde Dudu mais gosta de atacar, é onde mora o pesadelo xeneize.

Buffa
Buffarini deve ser o lateral   .

“Gino Peruzzi e Leonardo Jara foram as opções para a posição em 2017, mas são maus jogadores. Por isso, Buffarini (ex-SPFC) foi contratado. Mas sabemos que Buffarini é somente um jogador voluntarioso e que deixa muito a desejar. Os três são jogadores medianos para atacar e ruins para marcar. Nem sabemos qual deles será o escolhido, mas é fácil dizer que esse é o setor mais fraco da equipe”, diz Asch.

Já para Lisotto, o maior problema de Schelotto nesta edição da Libertadores não está dentro de campo. Mas sim na inexperiência do elenco em competições internacionais e no trauma da última eliminação. “Essa equipe tem pouca experiência internacional e nas suas costas ainda está o peso da desclassificação, dolorosa e impensável, para o Independiente del Valle, do Equador, nas semifinais da Libertadores de 2016”.

MAIORES DO MUNDO

Adversário direto do Palmeiras pelo título do grupo, os torcedores do Boca Juniors e os setoristas do Clube não têm muito conhecimento de Roger Machado e seus comandados. “Da atual equipe do Palmeiras não temos muitas informações. Sabemos, por exemplo, que tem Willian, Borja, que em 2014 atuou no Olimpo aqui da Argentina, e Felipe Melo, que é mundialmente famoso. Mas só isso”, diz Asch.

Ainda de acordo com o jornalista do Diário Perfil, cruzar com o Palmeiras na chave de grupos não causa nenhuma preocupação aos torcedores xeneizes. “O Boca Juniors tem um time muito forte e a torcida não tem medo de nenhum adversário. Os torcedores julgam Boca como uma das maiores equipes do mundo, e, na opinião deles, os outros devem ter medo do Boca”, finaliza ele.

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