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Palmeiras na Gringa #2: Sydney, o lar palmeirense do outro lado do mundo

Após um rolê por Dublin, na Irlanda, o Olê Palmeiras viajou pro outro lado do mundo para contar a história do Palmeirenses In Sydney (PIS), na Austrália. Criado no início de 2016, o grupo alviverde tem como sede o Cheers Bar, situado na 561 George Street, onde também reúnem-se torcedores do Liverpool, da Inglaterra, e do Celtic, da Escócia. E isso, segundo Rodrigo Teixeira, um dos nove gerentes gerais do PIS, fez nascer uma divertida rivalidade e uma amizade muito bacana entre as torcidas dos três clubes.

“Tornamo-nos grandes amigos. No final do ano, organizamos uma festa de PIS06confraternização dentro do PUB com muita música e eles compareceram. Sempre brincamos. Principalmente com os torcedores do Liverpool. Falamos que se um dia cruzarmos com eles vamos ganhar. Avisamos que se eles voltarem a ganhar a Champions League e nós ganharmos a Libertadores vamos atropelá-los na final do Mundial. Mas é sempre com muita brincadeira e amizade”, fala Rodrigo em entrevista ao blog.

Aliás, não havia como ser diferente essa relação. A ideia de criar uma comunidade palmeirense em Sydney foi totalmente inspirada nos encontros que ingleses e escoceses sempre promoveram dentro do Cheers Bar. Funcionário do PUB, o palestrino Will Santana acompanhava tudo aquilo de perto e decidiu pedir ao dono do bar autorização para também reunir um grupo de palmeirenses no local.

“A resposta foi sim. Will fez questão de avisar que não tratava-se de uma torcida normal. Explicou que gostávamos de fazer muita festa e muito barulho em dia de jogos. O dono concordou e desde então o Cheers Bar virou nossa sede. Colocamos um quadro nosso na parede do PUB, e, que fique claro: é o maior quadro de qualquer modalidade esportiva que tem dentro do bar. Temos um grande orgulho disso”, afirma Rodrigo.

Com o aval do patrão, Will correu às redes sociais e dentro de um grupo virtual composto por brasileiros que moram na cidade australiana, ele postou que estava à procura de palmeirenses. Logo surgiram os cinco primeiros torcedores, que sugeriram a criação de um grupo no WhatsApp para facilitar a comunicação. A partir de então, o PIS não parou mais de crescer, e hoje conta com cerca de 2.300 seguidores no Facebook, onde estão palmeirenses que visitam o País, e 257 membros no WhatsApp, que são os torcedores que costumam frequentar o Cheers Bar o ano todo.

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Além de pregar o maior quadro na parede do PUB, os integrantes do Palmeirenses in Sydney merecem o reconhecimento de toda a Família Palmeiras do mundo pelo esforço que fazem para assistir aos jogos da equipe. Afinal, o fuso horário entre Brasil e Austrália chega a ser de 13 horas de diferença. E isso, nas partidas de fim de semana, significa estar no Cheers Bar às 5 da manhã.

“Tem um torcedor, por exemplo, que mora há sete quilômetros do bar. Pra assistir aos jogos, ele tem que levantar às 4 da manhã e chegar ao PUB às 5, que é o horário em que os jogos começam aqui, quando estamos no inverno e o Brasil no horário de verão. Ainda assim, nos dias de clássicos, temos em média 100 pessoas. No ano passado tivemos presença em 100% dos jogos. Em algumas partidas com cinco torcedores, outras com 50 ou 100. Mas nunca sem nenhum representante. O dia em que tivemos mais gente foi quando vencemos a Chapecoense e conquistamos o Brasileirão. Ali tínhamos umas 200 pessoas reunidas”, conta Rodrigo.

ÓPERA HOUSE

Aquele dia, aliás, entrou para a história do PIS. Em êxtase com a conquista, as duas centenas de palmeirenses deixaram o Cheers Bar para comemorar o eneacampeonato em um dos lugares mais conhecidos da Austrália: o Ópera House. “Começamos a festa do título ali, que é um dos pontos mais famosos de Sydney e terminamos fazendo um churrasco na Coogee Beach, uma praia da Cidade. A conquista de 2016 foi épica”, recorda gerente.

Todo o amor demonstrado ao Palmeiras cativa os australianos. Ainda de acordo com Rodrigo, é muito comum, em dias de jogos, vê-los dentro do PUB acompanhando e torcendo pelo Verdão. “Eles ficam impressionados com a nossa torcida e com o quanto somos vidrados por nosso Palmeiras. Muitos se juntam a nós pela vibe que criamos.

Assim como em Dublin, na Irlanda, toda a dedicação desses palestrinos chegou ao conhecimento do Clube, que deu ao Palmeirenses In Sydney a chancela de Consulado Palmeirense, na Oceania.

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ORGANIZAÇÃO

Com apenas dois anos de existência, só há uma palavra para explicar tamanho crescimento em tão pouco tempo dessa comunidade alviverde: organização.

Cheio de moral com o patrão, Will negociou descontos de 10% para todos os palmeirenses que frequentam o Cheers Bar. Mas isso é só para aqueles que têm em mãos a carteirinha de membro do PIS. “Muita gente chega no fim da noite e fala que a carteirinha quebrou um galho na hora de pagar a conta. E estamos aumentando o número de sócios. Só na última segunda-feira, um dia depois da vitória sobre o Santos, tivemos cinco registros novos”, detalha Rodrigo.

PIS05E a organização do PIS vai além dos assuntos que envolvem o Palmeiras. Em 9 de junho de 2017, a Seleção Brasileira enfrentou a Argentina, em um amistoso realizado em Melbourne. Dispostos a apoiar Gabriel Jesus e companhia, 60 integrantes do PIS compraram ingressos e montaram caravanas de avião e ônibus – por terra a viagem tem mais de 12 horas de duração – para assistir ao duelo, que terminou a vitória dos hermanos, por 1 a 0.

“Fizemos uma festa incrível. Tiveram torcedores de times rivais de São Paulo que ficaram muito irritados com a nossa organização e com a festa que fizemos. É claro, sem esquecer de cantar músicas do Palmeiras ao longo do jogo”, encerra o gerente do PIS.

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