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Bruno Henrique: o melhor erro de Roger Machado na Colômbia

Cerca de uma hora antes da estreia do Palmeiras na Copa Libertadores, diante do Junior Barranquilla, na Colômbia, o técnico Roger Machado divulgou a escalação da equipe. Assim que a formação inicial foi compartilhada pelos veículos de imprensa, milhares de palmeirenses entraram em desespero dentro de suas casas e, principalmente, nas redes sociais por ver Bruno Henrique entre os titulares.

Sem ter iniciado qualquer partida nesta temporada, e entrando somente num ou outro jogo, o volante foi o escolhido para a vaga do bastante criticado Tchê Tchê. Porém, ocupar o lugar de Tchê Tchê não amenizou em nada o barulho das cornetas. Com Moisés no grupo que seguiu à Colômbia, não teve uma alma palestrina no mundo que entendesse e aceitasse a decisão de Roger.

O inconformismo foi tão grande, que antes mesmo da bola rolar o nome do atleta já aparecia entre os principais assuntos do Twitter no Brasil.

E exatamente como todos os palmeirenses já sabiam, bastou o árbitro Enrique Cáceres dar início ao jogo para Bruno Henrique transformar-se no personagem da noite. Mas pasmem: não foi pelo lado negativo. Além de não atrapalhar os companheiros de equipe, ele foi o destaque de todo coletivo do Palmeiras.

Sua primeira aparição em campo aconteceu aos 9 minutos do primeiro tempo, quando, quase que no círculo central do meio-campo, ele levou uma inimaginável voadora do peito de Germán Gutierrez. O lance foi tão surreal, que Cáceres não pensou duas vezes: tirou la tarjeta roja do bolso de trás do calção e mandou o jogador da casa pra fora.

Para muita gente, estava bom. Bruno já havia colaborado como nunca com o time e podia ser substituído ali. Mas não. Esse era apenas o primeiro feito do atleta na partida. Ele estava disposto a fazer mais. Tanto estava, que fez.

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Aos 18 minutos, depois de um belo lançamento de Felipe Melo, Dudu achou Bruno Henrique dentro da área. Como se fosse um Evair, o camisa 19 dominou a bola com o pé esquerdo e fuzilou o goleiro adversário com um chute de pé direito. Acredite: Palmeiras 1, Junior Barranquilla 0, com gol de Bruno Henrique.

À LA DIVINO

Dono dos primeiros 45 minutos, o volante voltou do intervalo ainda mais inspirado. E tamanha inspiração resultou no terceiro feito de Bruno Henrique na partida. Quando o Palmeiras já vencia por 2 a 0 – o segundo gol foi marcado por Borja – o camisa 19 resolveu mostrar uma característica que ninguém conhecia. Nem ele.

Após uma cobrança de falta muito bem trabalhada por Victor Luis e Guerra, aos 25 do segundo tempo, o volante recebeu a bola novamente na grande área. Sem se abalar com a presença de quatro marcadores, ele dominou la pelota com o pé direito, e, como se fosse um Ademir da Guia, deu um tapa, cheio de classe na redonda, que morreu no ângulo direito do arqueiro Sebastian Viera.

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Todo o protagonismo do camisa 19 na estreia da Libertadores evidencia três coisas: a primeira é que a torcida do Palmeiras – e me incluo nesse meio, pois reclamei pacas da sua escalação – sofre de ansiedade aguda. Afinal, raros foram os torcedores que aprovaram a escalação de Bruno Henrique.

A segunda, é que está mais do que provado o deplorável momento pelo qual passa Tchê Tchê. E para ter essa convicção, basta prestar atenção no desempenho dos demais volantes da equipe neste ano. Enquanto Felipe Melo tem feito boas partidas, com grande número de desarmes e ótimos lançamentos, Thiago Santos e Bruno Henrique, quando solicitados, marcaram dois gols cada. Já Tchê Tchê…

A terceira, é que a inspirada noite do volante em solo colombiano certamente lhe garantirá entre os 11 iniciais por uma boa sequência de jogos.  E isso pode adiar ainda mais o sonho de todos aqueles – e me incluo aqui também – que querem ver Moisés logo na equipe.

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