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Pra que tirar o pé, Roger?

Todas as cobranças feitas pela torcida aos jogadores e à comissão técnica após a deprimente derrota no Dérbi surtiram efeito. Diante do São Paulo, na noite desta quinta-feira, o Palmeiras fez aquilo que os torcedores esperam: teve postura e vontade de vencer. Numa intensidade alucinante, a equipe precisou de apenas meia hora para atropelar o adversário e construir o placar de 2 a 0.

Diante de toda a supremacia nos primeiros 45 minutos, os quase 35 mil palmeirenses presentes no Allianz Parque imaginaram que a superioridade se transformaria em goleada, naturalmente, após o intervalo. Porém, o time tirou o pé do acelerador. Apesar de bastante satisfeita com a vitória e a distância técnica existente para o rival , a torcida deixou o estádio frustrada por não ver um resultado mais elástico.

RogerDiscípulo de Josep Guardiola, Roger Machado gosta de afirmar que na sua filosofia de trabalho consta que a melhor maneira de respeitar um adversário é fazendo o maior número de gols possíveis. Entretanto, o treinador, quando teve oportunidade, mostrou que esse é um discurso que só existe da boca pra fora.

Ao receber o Santos, também no Allianz Parque, o Palmeiras chegou ao primeiro gol antes dos cinco minutos de jogo. Sem dar espaços ao time da Vila Belmiro,  Dudu, Borja e Cia. ampliaram a vantagem no início do segundo tempo. Contudo, mesmo diante de um oponente caído na lona, a equipe reduziu claramente a velocidade e, apesar do erro de arbitragem, viu os visitantes descontarem e esboçar uma tímida tentativa de empate, que não se concretizou.

Frente ao São Paulo, a chance do treinador colocar o seu bonito discurso em prática se desenhou com ainda mais nitidez. Já com 2 a 0 de vantagem aos 31 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras manteve o ritmo até o intervalo. Depois disso, pisou escancaradamente no freio e jogou apenas no erro do rival. Diferente do que ocorreu diante do Santos, o adversário não achou nenhum gol e o triunfo se confirmou sem sustos.

É claro que estamos todos satisfeitos com a vitória. Porém, existem circunstâncias no futebol em que a palavra cautela não pode ser mencionada. Tampouco o sentimento de pena pode existir. E esses dois clássicos são provas disso. Principalmente diante do que se viu perante ao São Paulo. Ao tomar o segundo gol, tanto Dorival Junior quanto os seus jogadores não tinham sequer uma gota de confiança no corpo.

Era, então, “para respeitar o adversário”, Roger!

Choque
Felipe Melo tenta desarmar o adversário (Fotos: Divulgação/Palmeiras)

No português claro, era para desonrar o São Paulo com três, quatro, cinco ou quantos gols mais fosse possível fazer em 90 minutos. E digo isso, porque numa inversão de cenários, eles, de maneira correta, não teriam piedade do Palmeiras. Nos destruiriam com uma senhora goleada para delírio dos seus torcedores e de alguns veículos da imprensa.

Mas tudo bem! Talvez ainda seja cedo para que Roger Machado oriente seus atletas, em situações como essa, a ir sem freio ao ataque e emplacar verdadeiras goleadas. Hoje, provavelmente por estar em início de trabalho, a impressão que nos dá é de que o treinador preocupa-se mais em não levar o primeiro gol do que chegar ao terceiro ou quarto tento.

O que, na minha opinião, é um erro. Afinal, se tivesse derrotado Santos e São Paulo com placares dilatados, o técnico teria conquistado muito mais credibilidade para solidificar mais rápido a sua filosofia de jogo.

Em todo caso, que esses episódios sirvam de lição para que o treinador aprenda o quanto antes a realmente “respeitar os adversários”.

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