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Honesto e equilibrado, Roger Machado já dá a sua cara ao Palmeiras

Ao contrario do que muitos imaginavam parece que o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, acertou na escolha de Roger Machado. É claro que ainda é muito cedo para tal afirmação e há muita coisa para melhorar. Porém, os indícios mostram que o técnico, com pouco mais de dois meses de trabalho, ignorou a desconfiança da torcida e conseguiu implantar as suas primeiras ideias daquilo que enxerga como futebol.

Prova disso são números obtidos na fase de classificação do Campeonato Paulista. Ao fim de 12 rodadas, a equipe termina com o maior número de pontos conquistados (26 dos 36 disputados), líder do Grupo C e da classificação geral, com o melhor ataque (com 19 gols marcados), a defesa menos vazada (apenas 8 tentos sofridos) e o artilheiro da competição (Borja com 6 gols).

Tudo bem! O Estadual nada mais é do que um longo torneio de pré-temporada com Roger4vistas à Libertadores, o Brasileirão e a Copa do Brasil. Contudo, é inegável que a maior parte daquilo que foi apresentado por Roger Machado é positivo. Hoje, diferente do que ocorreu em toda a temporada de 2017, o Palmeiras já tem uma identidade. E é aquela que melhor define o seu treinador: equilíbrio.

Nem mesmo quando a equipe viveu o seu pior momento neste início de ano, com quatro jogos sem vencer – empates com Linense e Ponte Preta, e derrotas para SCCP e São Caetano -, o treineiro se desesperou com as críticas ou a pressão da torcida, que, inacreditavelmente, pedia a sua demissão.

O mesmo se viu dentro de campo. Seguindo à risca as convicções do técnico, o Palmeiras, frio e equilibrado, sem se abalar com as derrotas ou se iludir com as vitórias, superou as turbulências naturais de começo de ano e de trabalho. Tirando lições da patética atuação contra o SCCP e as colocando em prática, por exemplo, diante do São Paulo, o treinador recolocou o time nos trilhos rumo à liderança geral do torneio.

HONESTIDADE

TcheAliás, saber reconhecer os erros também pode ser apontada como uma das características do treinador. Além de exigir nos últimos compromissos uma postura contrária daquela que se viu no dérbi, Roger demonstrou honestidade com o elenco ao sacar a titularidade de Tchê Tchê.

Mantê-lo no time passaria a sensação de protecionismo ao jogador perante aos demais atletas e isso, em algum momento, criaria um clima ruim com aqueles da função, afoitos por uma chance e convictos de que renderiam mais do que o até então  titular. Surpreendentemente, a chance foi dada a Bruno Henrique, que soube aproveitá-la.

Situação semelhante ocorreu na lateral-esquerda. Com a lesão de Diogo Barbosa, Roger deu oportunidades a Victor Luis e Michel Bastos. Caso fosse acomodado, o treinador usaria a experiência de Bastos como muleta até o retorno de Diogo. Entretanto, após avaliações, viu o prata da casa se destacar contra Junior Barranquilla e São Paulo, e tomar conta da posição (pelo menos, até a recuperação de Diogo).

Outra decisão acertada do técnico está no setor ofensivo. Mesmo sendo alvo de inúmeras críticas, Miguel Borja foi mantido como centroavante e assim que o time foi ganhando forma tornou-se o artilheiro do Campeonato Paulista. Esse é um triunfo que o colombiano tem obrigação de dividir com o treinador. Pois, já desesperançosa, a torcida por muitas vezes pediu a venda ou o empréstimo do atleta. Agora, apesar de saber de toda a limitação técnica do camisa 9 com a bola nos pés, são raros os que criticam a sua escalação.

DOMADOR DE LEÕES

Honesto e equilibrado, Roger, para desespero da imprensa paulista, vai domando o estrelado elenco palmeirense. Hoje vemos Lucas Lima dar carrinho no meio-campo, ajudar a defesa, e, quando substituído, saindo sem reclamar. Bem diferente do que acontecia no seu ex-clube. Roger3

Vemos também, jogadores como Moisés e Gustavo Scarpa convencidos de que o coletivo é mais importante do que o individual, e que no momento certo poderão estar entre os 11 iniciais. Nos deparamos com Guerra, Keno e Fernando Prass cientes de que são importantes peças de reposição para um jogo ou outro.

Como escrevi lá em cima, há muito a se fazer ainda. O time precisa aprender a manter a intensidade até matar os adversários, não pode tirar o pé do acelerador diante dos grandes rivais, precisa corrigir alguns detalhes defensivos, entre outras coisas.

Porém, confesso que o muito que foi feito em tão pouco tempo por Roger Machado me enche de entusiasmo para essa reta final de pré-temporada e tudo aquilo que disputaremos ao longo do ano.

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