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Em 2018, Borja supera média de gols de Rei da América

É inegável que o Miguel Borja que vemos em campo nesta temporada não é, nem de longe, o mesmo Miguel Borja do ano passado. Completamente adaptado ao futebol brasileiro e ao esquema do técnico Roger Machado, o atacante colombiano desfruta do seu melhor momento desde que chegou ao Palmeiras.

E a vitória alviverde sobre o Alianza Lima, do Peru, por 2 a 0, na noite desta terça-feira (4), pela Copa Liberadores, no Allianz Parque, evidencia isso.

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Fotos: Cesar Greco (Agência Palmeiras)

Cheio de confiança e executando o papel de centroavante, Borja fez o pivô, tentou tabelar, saiu em profundidade nas costas dos zagueiros e, de tanto batalhar, marcou o segundo gol do Palmeiras no jogo. Antes, aos 10 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Thiago Martins já havia aberto o placar para os donos da casa, que chegaram aos seis pontos e permanecem na liderança isolada do grupo 8, onde também estão o Junior Barranquilla, da Colômbia, e o Boca Juniors, da Argentina.

O gol diante do atual campeão peruano fez o colombiano chegar a marca de nove tentos em 13 partidas disputadas pelo Palmeiras, nesta temporada. Isso representa uma média de 0,69 gols por jogo. Significa também que o mês de abril acabou de começar e Borja está a um passo de igualar a quantidade de gols feitos em todo o ano passado.

A diferença é de que em 2017 o centroavante precisou ser escalado 43 vezes para marcar em 10 oportunidades. Ou seja, 0,23 gols por jogo. Numa comparação, essa média é três vezes menor do que os números atuais do colombiano.

Aliás, o momento do atacante é melhor, inclusive, do que o vivido com a camisa do Atlético Nacional, da Colômbia, no segundo semestre de 2016, que lhe rendeu o prêmio de Rei da América. Na ocasião, Borja atuou em 27 partidas e balançou as redes adversárias 17 vezes. Média de 0,62 gols por jogo.

Somente com a camisa do Cortuluá, também da Colômbia, no primeiro semestre de 2016, o centroavante teve desempenho superior ao atual na carreira. Foram 25 jogos e 22 gols. Média de 0,88 gols por partida.

NÃO É JESUS, MAS TAMBÉM NÃO É PREÁ

Ao longo dessas 56 atuações com a camisa do Palmeiras ficou explícito para a torcida que Borja não é um jogador técnico. Muito se imaginou que ele faria o mesmo que o Gabriel Jesus, saindo para buscar o jogo fora da área e construindo lindas jogadas individuais.=. Acontece que essa não é a sua praia.

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Reprodução/Internet

E essa expectativa, somada ao baixo aproveitamento de gols em 2017, fez o torcedor palmeirense se decepcionar com o colombiano chegando ao ponto absurdo de sugerir, em uma rede social, o empréstimo do atacante para a Portuguesa de Desportos, que não anda muito bem das pernas.

Sem vocação para ser Gabriel Jesus, mas com as suas próprias características, era notório que Borja precisava de adaptação ao futebol brasileiro, confiança da torcida e de um treinador que soubesse extrair o seu máximo. Afinal de contas, por mais distante que esteja de Cristiano Ronaldo, Robert Lewandowski e Mohamed Salah, o colombiano não merece ser comparado a Ricardo Bueno, Adriano Chuva ou Jorge Preá.

Borja é peladeiro? Com a bola dominada, sim! Não esperemos dele lindos dribles para livrar-se de três ou quatro marcadores, porque isso não vai acontecer. Também não é aconselhável acreditar que Dudu, Lucas Lima e Willian conseguirão tramar belas tabelas com o colombiano, porque a troca de passes não é seu forte.

BorjaBorja, no entanto, compensa todas essas deficiências com excelente noção de posicionamento e poder de finalização. Como referência no ataque, a sua principal obrigação em campo é dar apenas um toque na bola. Preferencialmente, o último. Aquele que finaliza a jogada. E, apoiado por torcida e treinador, ele tem conseguido cumprir com o seu dever brilhantemente. Tanto que marcou gols nas duas partidas da Libertadores e em três clássicos.

Torcemos para que Borja siga decisivo como tem sido e alcance a marca de 2017 já no próximo domingo. Isso dará ainda mais moral, alegria e confiança para o nosso centroavante de R$ 33 milhões, que começa a corresponder cada centavo investido.

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